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Infectologia

Quando procurar um infectologista?

Infecções que se repetem, febre persistente sem causa esclarecida, alterações em exames relacionados a doenças infecciosas e necessidade de acompanhamento de condições como HIV e hepatites virais são alguns motivos para procurar um infectologista.

A especialidade também pode ser procurada para avaliação e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, orientação sobre PrEP, vacinação e cuidados relacionados a viagens.

Quando uma infecção não responde ao tratamento esperado ou exames identificam microrganismos resistentes a diferentes medicamentos, uma avaliação especializada também pode ajudar a definir a melhor estratégia.

Febre muito alta associada a confusão, dificuldade para respirar, queda importante do estado geral, sinais de desidratação ou outras manifestações graves precisam de atendimento imediato e não devem aguardar uma consulta eletiva.

Prevenção e diagnóstico adequado fazem diferença no cuidado com as doenças infecciosas.

Na IRB Prime Care, você encontra atendimento em Infectologia para prevenção, investigação, diagnóstico e acompanhamento de diferentes doenças infecciosas

Consulta em Infectologia

Uma investigação direcionada para cada situação

A consulta com o infectologista começa com uma avaliação detalhada dos sintomas e do histórico do paciente. Febre, alterações na pele, sintomas respiratórios, gastrointestinais, urinários ou outros sinais são investigados considerando quando começaram e como evoluíram.

Dependendo da situação, também são avaliadas viagens recentes, contato com pessoas doentes, exposição a animais, hábitos alimentares, procedimentos médicos anteriores, atividade sexual, medicamentos utilizados e outras informações que possam ajudar a identificar uma possível fonte de infecção.

Exames de sangue, sorologias, culturas, testes moleculares e exames de imagem podem ser solicitados conforme a suspeita clínica. Não existe um único conjunto de exames para todas as doenças infecciosas: a investigação é direcionada ao quadro apresentado.

Depois do diagnóstico, o tratamento é definido de acordo com o agente envolvido e com as condições de saúde do paciente. Antibióticos, antivirais, antifúngicos e outros medicamentos são utilizados apenas quando existe indicação adequada.

Infecções de Repetição

Ter episódios ocasionais de infecção pode acontecer ao longo da vida. Entretanto, quando determinadas infecções começam a ocorrer com muita frequência, apresentam maior gravidade ou demoram mais do que o esperado para melhorar, pode ser necessária uma investigação mais detalhada.

Infecções urinárias, respiratórias, de pele e outros quadros recorrentes podem estar relacionados a diferentes fatores. Alterações anatômicas, doenças crônicas, medicamentos, resistência de microrganismos e determinadas alterações do sistema imunológico podem contribuir.

O infectologista avalia quais infecções estão acontecendo, frequência, tratamentos já realizados e resultados de exames anteriores. Quando possível, também é importante identificar quais microrganismos foram encontrados nos episódios anteriores.

O objetivo não é apenas tratar uma nova infecção, mas compreender por que os episódios estão se repetindo. A partir dessa investigação, podem ser definidas estratégias de tratamento e prevenção mais adequadas.

Febre persistente ou sem causa definida

A febre é uma resposta do organismo que pode ocorrer durante diferentes doenças, principalmente infecções. Na maioria das situações, ela aparece acompanhada de outros sintomas que ajudam a identificar sua origem e desaparece com a resolução do quadro.

Quando a febre permanece por um período prolongado, retorna repetidamente ou não apresenta uma causa evidente após uma avaliação inicial, pode ser necessária uma investigação mais ampla.

O infectologista analisa duração e padrão da febre, sintomas associados, viagens, exposições, medicamentos, doenças anteriores e resultados de exames. Infecções são uma possibilidade, mas doenças inflamatórias, autoimunes, efeitos de medicamentos e outras condições também podem provocar febre persistente.

Por isso, a investigação é individualizada. Exames laboratoriais, culturas, sorologias e métodos de imagem podem ser utilizados conforme as hipóteses levantadas durante a consulta.

INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS – ISTs

Prevenção, diagnóstico e tratamento

As Infecções Sexualmente Transmissíveis, conhecidas como ISTs, são infecções transmitidas principalmente por meio do contato sexual. Sífilis, gonorreia, clamídia, HIV, herpes genital e HPV estão entre as condições conhecidas, embora existam outras infecções que também podem ser transmitidas dessa maneira.

Algumas ISTs provocam sintomas como corrimento, feridas, verrugas, ardência ao urinar ou dor. Entretanto, muitas podem permanecer sem qualquer manifestação por determinado período, fazendo com que uma pessoa tenha uma infecção sem saber.

A avaliação considera sintomas, possíveis exposições e histórico do paciente. Exames específicos são escolhidos de acordo com cada situação, porque diferentes infecções possuem períodos próprios para que os testes consigam detectá-las adequadamente.

Quando uma IST é diagnosticada, o tratamento e as orientações dependem da infecção identificada. Também podem ser discutidos cuidados relacionados aos parceiros e estratégias para diminuir o risco de novas infecções.

Sífilis

A sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum e é transmitida principalmente pelo contato sexual. A doença apresenta diferentes fases e seus sintomas podem desaparecer espontaneamente, mesmo quando a infecção continua presente no organismo.

Na fase inicial, pode surgir uma ferida geralmente indolor no local de entrada da bactéria. Posteriormente, podem aparecer manchas na pele, inclusive nas palmas das mãos e plantas dos pés, além de outros sintomas. Depois disso, a doença pode permanecer sem manifestações durante períodos prolongados.

O diagnóstico é realizado por meio de exames de sangue e, em determinadas situações, outros testes podem complementar a investigação. Os resultados precisam ser interpretados considerando histórico, tratamentos anteriores e possíveis exposições.

A sífilis possui tratamento com antibiótico. Depois do tratamento, exames de acompanhamento são realizados para avaliar a resposta. Diagnosticar e tratar adequadamente também é importante para interromper a transmissão.

Hiv

O HIV é um vírus que compromete células importantes do sistema imunológico. Sem tratamento, a infecção pode evoluir progressivamente e aumentar a vulnerabilidade a determinadas infecções e outras doenças.

Uma pessoa pode viver com HIV durante anos sem apresentar sintomas específicos. Por isso, a única maneira de saber se existe infecção é por meio da testagem adequada.

Atualmente, o tratamento é realizado com medicamentos antirretrovirais que impedem a multiplicação do vírus e permitem controlar a infecção. Quando o tratamento é seguido adequadamente, é possível manter a carga viral suprimida e preservar o funcionamento do sistema imunológico.

O acompanhamento inclui avaliação da carga viral, células de defesa, possíveis efeitos dos medicamentos e outros aspectos da saúde. Com diagnóstico e tratamento adequados, pessoas vivendo com HIV podem manter qualidade e expectativa de vida próximas às da população geral.

PrEP – Profilaxia Pré-Exposição ao HIV

A PrEP é uma estratégia de prevenção ao HIV baseada no uso de medicamentos por pessoas que não possuem o vírus, mas apresentam situações ou contextos em que existe maior possibilidade de exposição.

Antes de iniciar a PrEP, é necessário confirmar que a pessoa não possui HIV e realizar uma avaliação de saúde. Exames específicos também podem ser solicitados antes e durante o acompanhamento.

O uso precisa seguir corretamente o esquema indicado para que a proteção seja adequada. Durante o acompanhamento, são realizados testes periódicos para HIV e outras ISTs, além da avaliação dos parâmetros necessários para o uso seguro da medicação.

A PrEP protege contra o HIV, mas não previne todas as outras infecções sexualmente transmissíveis. Por isso, outras estratégias preventivas continuam sendo importantes e podem ser discutidas durante a consulta.

PEP – Profilaxia Pós-Exposição ao HIV

A PEP é uma medida de prevenção utilizada depois de uma possível exposição ao HIV. Pode ser indicada, por exemplo, após determinadas relações sexuais sem proteção ou outras situações em que tenha existido contato com material potencialmente infectante.

O tratamento precisa ser iniciado o mais rapidamente possível após a exposição. Existe um limite de tempo para que a estratégia seja indicada, por isso a pessoa não deve aguardar uma consulta eletiva quando acredita ter ocorrido uma exposição recente de risco.

Antes da indicação, um profissional avalia as características da exposição e realiza os testes necessários. Quando indicada, a PEP envolve o uso de medicamentos antirretrovirais durante o período estabelecido pelo protocolo.

Após o início, o acompanhamento continua com novos testes e orientações. Também pode ser uma oportunidade para discutir estratégias de prevenção para situações futuras, incluindo a possibilidade de PrEP quando apropriada.

Hepatites Virais

As hepatites virais são infecções que provocam inflamação do fígado. Diferentes vírus podem causar hepatite, sendo os tipos A, B e C alguns dos mais conhecidos.

Os sintomas, quando aparecem, podem incluir cansaço, náuseas, perda de apetite, dor abdominal, urina escura e coloração amarelada da pele e dos olhos. Entretanto, algumas hepatites podem permanecer sem sintomas durante bastante tempo.

Exames de sangue permitem identificar o vírus envolvido e avaliar possíveis repercussões no fígado. Dependendo do tipo de hepatite, outros exames podem ser necessários para determinar se a infecção está ativa e avaliar o grau de comprometimento hepático.

Existem vacinas disponíveis para prevenção de algumas hepatites, enquanto outras possuem tratamentos específicos. Hepatites B e C crônicas precisam de acompanhamento porque podem provocar alterações progressivas do fígado quando não são adequadamente avaliadas.

Dengue

A dengue é uma infecção viral transmitida principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti. Febre, dor de cabeça, dores musculares e articulares, mal-estar e dor atrás dos olhos estão entre as manifestações frequentes.

A maioria das pessoas apresenta recuperação progressiva, mas alguns pacientes podem desenvolver sinais de alarme e evoluir para formas mais graves da doença. Dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, sonolência excessiva ou piora do estado geral precisam de avaliação médica.

O diagnóstico considera sintomas, período da doença e situação epidemiológica, podendo ser complementado por exames específicos. O tipo de teste utilizado também depende de quantos dias se passaram desde o início dos sintomas.

O tratamento é principalmente de suporte e inclui acompanhamento da hidratação e dos sinais clínicos. Alguns medicamentos devem ser evitados diante da suspeita de dengue devido ao risco de sangramento, por isso a automedicação não é recomendada.

Herpes-Zóster

O herpes-zóster ocorre pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora. Depois da primeira infecção, o vírus permanece no organismo e pode voltar a se manifestar anos mais tarde.

O quadro geralmente provoca dor, ardência ou sensibilidade seguida pelo aparecimento de pequenas bolhas agrupadas em uma região do corpo. Na maioria das vezes, as lesões aparecem apenas de um lado e acompanham o trajeto de um nervo.

O tratamento antiviral pode ser indicado e tende a apresentar maior benefício quando iniciado precocemente. Dependendo da idade, região afetada e condições de saúde, o risco de complicações pode ser maior.

Uma das possíveis complicações é a neuralgia pós-herpética, caracterizada pela permanência da dor depois que as lesões desapareceram. Existe vacinação para prevenção do herpes-zóster em grupos indicados, que pode ser discutida com o médico.

Tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Ela afeta principalmente os pulmões, mas também pode atingir outros órgãos.

Tosse persistente, febre, suor noturno, cansaço e perda de peso podem ocorrer na tuberculose pulmonar. Os sintomas podem surgir de forma gradual e, por isso, algumas pessoas demoram a procurar avaliação.

A investigação pode envolver exames de secreção respiratória e exames de imagem. Quando existe suspeita de tuberculose fora dos pulmões, outros testes podem ser necessários conforme o órgão afetado.

A doença possui tratamento com uma combinação de medicamentos utilizados pelo período indicado. Seguir corretamente todas as etapas é fundamental para obter a cura e diminuir o risco de resistência bacteriana e transmissão.

Vacinação Do Adulto

Prevenção também faz parte da Infectologia

A vacinação não termina na infância. Adultos também precisam manter determinadas vacinas atualizadas e podem ter indicações específicas de acordo com idade, profissão, doenças existentes, viagens e outras situações.

Vacinas contra influenza, COVID-19, hepatites, tétano, herpes-zóster e outras doenças podem fazer parte das recomendações, dependendo das características individuais.

Pessoas com doenças crônicas ou alterações do sistema imunológico podem precisar de esquemas específicos. Em alguns casos, determinadas vacinas também podem ser contraindicadas, tornando importante uma avaliação individual.

O infectologista pode revisar o histórico vacinal e orientar quais imunizações são recomendadas para cada paciente, contribuindo para prevenir doenças e suas possíveis complicações.

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