Quando devo procurar um clínico?
A consulta com o clínico pode ser procurada tanto por quem deseja realizar uma avaliação, quanto por quem apresenta algum sintoma e ainda não sabe qual especialista procurar.
Também é indicada para o acompanhamento de condições frequentes da vida adulta, revisão de exames alterados, controle de fatores de risco e avaliação de sintomas persistentes ou recorrentes.
Ter um profissional que conheça seu histórico ao longo do tempo facilita o acompanhamento das mudanças na saúde e permite organizar melhor os cuidados necessários em cada fase da vida.
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A consulta começa com uma avaliação detalhada do paciente. O médico conversa sobre os sintomas atuais, quando começaram, sua frequência e intensidade, além de revisar doenças anteriores, cirurgias, medicamentos utilizados, históricos familiar e hábitos como alimentação, atividade física, sono, consumo de álcool e tabagismo.
O exame físico complementa essa avaliação e pode incluir aferição de pressão arterial, frequência cardíaca, ausculta do coração e dos pulmões, avaliação abdominal e outros exames clínicos de acordo com as queixas apresentadas.
Quando necessário, o clínico pode solicitar exames laboratoriais ou de imagem para investigar possíveis alterações. A escolha dos exames não deve ser igual para todos: ela depende da idade, histórico, sintomas, fatores de risco e informações que são passadas durante a consulta.
A partir desse conjunto de informações, é possível definir se o paciente precisa apenas de acompanhamento preventivo, iniciar algum tratamento, ajustar hábitos ou realizar uma avaliação com outra especialidade.
O check-up é uma avaliação detalhada do paciente mesmo quando a pessoa não apresenta uma queixa específica. Seu objetivo é acompanhar fatores importantes para a saúde e identificar alterações que podem ainda não produzir sintomas, permitindo que determinados cuidados sejam iniciados mais cedo.
Os exames solicitados são definidos individualmente. Dependendo da idade e do perfil do paciente, podem ser avaliados parâmetros como glicemia, colesterol e triglicérides, função renal, função hepática, hemograma e outros indicadores. Exames adicionais podem ser necessários quando existe histórico familiar, sintomas ou alguma alteração identificada na consulta.
O check-up também é uma oportunidade para revisar vacinação, hábitos de vida e exames preventivos recomendados para cada fase da vida. Mais do que realizar uma grande quantidade de exames, a proposta é entender quais cuidados realmente fazem sentido para aquele paciente.
Conhecida como pressão alta, é a Hipertensão Arterial. Acontece quando a pressão exercida pelo sangue sobre as paredes das artérias permanece elevada. É como uma condição bastante frequente e que merece atenção porque muitas pessoas podem permanecer durante anos sem apresentar sintomas.
Quando não é adequadamente controlada, a hipertensão pode aumentar o risco de complicações cardiovasculares, neurológicas e renais. Por isso, medir a pressão regularmente é especialmente importante para as pessoas com histórico familiar, diabetes, colesterol elevado, excesso de peso, sedentarismo ou outros fatores de risco.
O tratamento é individualizado e pode envolver redução do consumo de sal, alimentação equilibrada, atividade física, controle do peso e outras mudanças de hábitos. Quando necessário, medicamentos são utilizados para ajudar a manter a pressão dentro dos valores definidos para cada paciente, com acompanhamento periódico da resposta ao tratamento.
O diabetes é uma condição caracterizada pela elevação persistente da glicose no sangue. Em muitos casos, as alterações que indicam o diagnóstico são identificados nos exames de rotina.
Em casos que existem sintomas, são eles: aumento de sede, vontade frequente de urinar, cansaço, visão embaçada, perda de peso sem explicação ou dificuldade de cicatrização. Em alguns casos, a glicemia elevada não apresenta nenhuma mudança no organismo.
A investigação pode incluir exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada, além da avaliação de peso, pressão arterial, colesterol, histórico familiar e outros fatores metabólicos. Quando o diagnóstico é confirmado, também é importante acompanhar possíveis repercussões da doença em outros órgãos.
O cuidado envolve alimentação adequada, prática regular de atividade física, controle do peso e acompanhamento dos níveis de glicose. Dependendo do quadro, podem ser necessários medicamentos. Casos que exigem avaliação específica também podem ser acompanhados em conjunto com a Endocrinologista e outras especialidades.
O colesterol e os triglicérides são tipos de gorduras presentes no organismo e desempenham funções importantes. O problema acontece quando determinados níveis ficam elevados ou quando existe uma combinação de alterações que aumenta o risco de formação de placas de gordura nas artérias.
Essas alterações geralmente não provocam sintomas e costumam ser descobertas por meio de exames de sangue. Por isso, o resultado não deve ser analisado isoladamente. Idade, pressão arterial, diabetes, tabagismo, histórico familiar e presença de doenças cardiovasculares também influenciam a avaliação do risco de cada pessoa.
Durante o acompanhamento, o médico analisa as diferentes frações do colesterol, como LDL e HDL (que são lipoproteínas que transportam o colesterol pelo sangue), além dos triglicérides e de outros fatores clínicos. Essa avaliação permite entender se mudanças de hábitos são suficientes ou se existe indicação de tratamento medicamentoso.
A anemia acontece quando existe redução da quantidade de hemoglobina no sangue, comprometendo o transporte adequado de oxigênio pelo organismo. Existem diferentes tipos e causas de anemia, por isso encontrar a origem da alteração é uma etapa importante antes de definir o tratamento.
Cansaço, fraqueza, palidez, falta de disposição, tontura, palpitações e falta de ar aos esforços podem ocorrer, principalmente quando a anemia é mais intensa. Entretanto, quadros leves podem ser descobertos apenas durante um hemograma solicitado em uma avaliação de rotina.
A investigação pode envolver hemograma e exames para avaliar ferro, ferritina, vitamina B12, ácido fólico e outros parâmetros, dependendo das características encontradas. Também é importante investigar situações como alimentação inadequada, perdas de sangue, alterações gastrointestinais, doenças crônicas ou outras condições que possam estar relacionadas.
O tratamento depende diretamente da causa. Nem toda anemia significa falta de ferro e, por isso, suplementos não devem ser utilizados sem avaliação adequada. Em alguns casos, o clínico realiza o acompanhamento; em outros, pode ser necessário direcionamento para outras especialidades.
Sentir cansaço depois de um período intenso é esperado, mas quando a falta de energia se torna frequente, aparece sem uma causa clara ou começa a interferir nas atividades do dia a dia, vale investigar o que está acontecendo.
A fadiga não é uma doença específica. Ela pode estar relacionada a anemia, alterações da tireoide, diabetes, deficiências nutricionais, infecções, distúrbios do sono, uso de medicamentos, alterações emocionais e diversas outras condições. Em alguns casos, mais de um fator pode estar contribuindo ao mesmo tempo.
Durante a consulta, o médico procura entender há quanto tempo o sintoma existe, como está o sono, se ocorreram mudanças de peso ou apetite e se existem outros sinais associados, como falta de ar, palpitações, febre, dores ou alterações de humor. Histórico clínico e rotina também são considerados.
A partir dessa avaliação, podem ser solicitados exames direcionados às principais hipóteses. O objetivo não é apenas tratar a sensação de cansaço, mas identificar sua possível origem e, quando necessário, direcionar o paciente para acompanhamento específico.
A tontura é uma queixa que pode representar sensações diferentes. Algumas pessoas descrevem desequilíbrio, outras relatam sensação de que o ambiente está girando, fraqueza, visão escurecida ou impressão de que irão desmaiar. Entender exatamente como o sintoma acontece é importante para orientar a investigação.
Entre as possíveis causas estão alterações da pressão arterial, desidratação, anemia, queda da glicose, efeitos de medicamentos, problemas do ouvido interno, alterações cardiovasculares e condições neurológicas. Por isso, episódios recorrentes não devem ser automaticamente atribuídos a uma única causa.
Na consulta, são avaliados duração e frequência das crises, situações que desencadeiam o sintoma, medicamentos utilizados e presença de sinais associados, como palpitações, dor de cabeça, perda auditiva, náuseas ou alterações neurológicas. Pressão arterial e outros parâmetros também podem ser verificados.
Dependendo do quadro, exames laboratoriais, cardiológicos ou outras avaliações podem ser indicados. Se houver suspeita de uma causa específica, o paciente pode ser encaminhado para a especialidade necessária.
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